quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A FARSA SEM FIM....

Temer, sob as benções da Lava Jato, nesta sexta, 27, começa a entrega criminosa do pré-sal!

por Emanuel Cancella

Esses picaretas, entreguistas não vão ficar impunes!

Veja o vídeo desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=wovtlHeCLjY

                                             Resultado de imagem para Veja: Manifestante agride um investidor na Praça XV, no leilão da Usiminas na Bolsa
Manifestante agride um investidor na Praça XV, no leilão da Usiminas na Bolsa

O pre-sal, nosso passaporte do futuro começa a ser entregue aos gringos, pelo governo golpista, com aval da Lava Jato.  Leilão vai ser nesta sexta, 27, mas ANP (Agencia Nacional de Petroleo e gás) não divulga o local.

A lava Jato ficou mais de três anos queimando a imagem da Petrobrás através dos criminosos vazamentos seletivos para a mídia principalmente para a Globo. Nos governos do PT, Moro e sua gangue cresceram aos olhos da sociedade.

Estavam preparando o terreno para a chegada do tucanos a Petrobrás. Em seguida o golpista, Michel Temer indica o tucano, Pedro lalau Parente para presidir a Petrobrás. Chamo de Pedro lalau por que ele é réu desde 2001 pela venda criminosa de ativos da Petrobrás quando deu um prejuízo de R$ 5 BI a Petrobrás (2).

Pedro lalau volta para liquidar a Petrobrás com aval da Lava Jato. Mesmo tratamento da Lava Jato recebeu o tucano, FHC que deve ser o “Comandante máximo da    corrupção na Petrobrás”, titulo que a Lava Jato tenta imputar ao ex presidente Lula sem provas mas com convicção. Contra FHC um mar de denuncias e em muitas delas envolvendo seu próprio filho, e nada, nem investigação (7,8).

O pré-sal é o filho mais prodigo de uma empresa que foi criada nos braços do povo na década de 40/50 na campanha, “O Petroleo é Nosso!”. O pré-sal, nosso “passaporte do futuro” foi descoberto a partir do desenvolvimento de tecnologia inédita no mundo pelos petroleiros brasileiros.
No pré-sal o Brasil investiu muito dinheiro público, o primeiro furo no poço para comprovar a existência ou não de petróleo custou U$ 250 milhões.
Esse tesouro chamado de pré-sal garante nosso abastecimento no mínimo nos próximos 50 anos.

Os EUA por não ter petróleo para suas necessidades futuras vivem conspirando,  fomentando guerras, derrubando governos. No Brasil compram governo, deputados, senadores, juízes e procuradores para se apossar do petróleo alheio. O senador Tucano, Jose Serra chegou a ser denunciado pelo Wikleaks. O juiz, Moro, chefe da Lava Jato até recebeu premio da maior revista do mundo a estadunidense, Time  com certeza pelos serviços prestados (3,4).

Enquanto isso o MPF ignora denuncia formalizada em novembro de 2016 contra a gestão criminosa dos tucanos FHC e de Pedro lalau Parente na Petrobrás.
O MPF se alia aos criminosos e a pedido de Moro, em dezembro do mesmo ano, intima por possíveis ofensas ao funcionário publico o autor da denuncia da omissão criminosa da Lava Jato (5,6). 

Dois presidenciáveis Lula e Ciro Gomes, caso sejam eleitos já se comprometeram a rever a entrega do patrimônio publico realizada pelo golpista Michel Temer. 
Vale registrar que “Investidores estão cautelosos com o Brasil” (1).
O Brasil esta sendo posto a venda por bandidos isto tem que ficar claro para o investidor estrangeiro. 
E quem compra roubo não tem segurança jurídica, isto vale para o trombadinha e para o trombadão.

Esses picaretas, entreguistas não vão ficar impunes!


5 -http://www.apn.org.br/w3/index.php/nacional/8685-petroleiro-protocola-denuncia-contra-operacao-lava-jato    


Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2017. 

Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em: http://emanuelcancella.blogspot.com.br/2017/07/a-outra-face-de-sergio-moro-pontos-de.html.

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

(Esse relato pode ser reproduzido livremente)

Meus endereços eletrônicos:
http://emanuelcancella.blogspot.com.



   

A FARSA DO LAVA JATO...

Criação genuína da lava Jato: A propina na delação premiada e os corruptos de estimação.

por Emanuel Cancella

Veja o vídeo desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=XEIQqE3EzlU

                                 Resultado de imagem para Moro, desmoronando?
Evento nesta terça, 24, patrocinado pelo Estadão em São Paulo que reuniu o juiz Sergio Moro o procurador, Deltan Dalagnol e o ex-promotor e  ex-magistrado italiano Gherardo Colombo, “que conduziu a Operação Mãos Limpas, e afirmou : ...Corrupção não diminuiu na Itália, diz juiz da “Mãos Limpas” (2)...

Moro e Dallagnol deveria informar que a partir da Lava Jato a corrupção no Brasil aumentou de forma geométrica. Primeiro com o golpe que tirou Dilma Rousseff, a presidente eleita democraticamente pela maioria dos brasileiros e assume o golpista Michel Temer que já foi rotulado como o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil (1).

Depois a Lava Jato, cujo delegados da operação fizeram campanha para o artífice do golpe, o tucano, Aécio Neves, inclusive chamando Lula e Dilma de anta, no blog de campanha e foram além(5): Ás véspera da eleição, veio da lava Jato a farsa através de um vazamento seletivo, que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás (6).

O presidente da Petrobrás indicado pelo golpista, Michel Temer, é o tucano, Pedro lalau Parente. Chamo de Pedro lalau por que ele é réu desde 2001 na venda criminosa de ativos, quando deu um rombo de R$ 5 BI na Petrobrás (7).

E agora com a cumplicidade da Lava Jato volta para reincidir nos mesmos crimes: venda de ativos, sem respeitar a lei de licitação, vendendo para quem quer e pelo preço que ele mesmo determina. Foi assim com o campo de Carcará a preço de um refrigerante o barril e a petroquímica de Suape a preço de 5 dias de faturamento (8,9).   

E com a permissividade de Michel Temer, da Lava Jato de Pedro lalau da ANP, vem aí, nesta sexta, 27, a entrega do pré-sal através dos leilões de petróleo. Todo o esforço da empresa símbolo do Brasil que deu certo, a Petrobrás vai perder seu filho prodigo, o pré-sal. Vamos entregar no mínimo 50 anos de autossuficiência de petróleo para os gringos.

Na verdade é um pacote que inclui o fim da engenharia nacional da indústria naval e com a renovação do Repetro, o fim da indústria nacional de maquinas e equipamentos voltada para o setor petróleo. Pelo Repetro, que foi cria de FHC, que queria privatizar a Petrobrás, as importações de produtos para área de petróleo ficam isentas de impostos (10,11,12).

Mas, vamos falar das criações genuínas da Lava Jato: A propina na delação premiada, denuncia feita pelo advogado da Odebrechet, Tacla Duran. “Segundo Duran, haveria diminuição da multa e da pena que deveria pagar, em um acordo de delação premiada, em troca de um pagamento que seria feito pelo caixa 2 para acertos com membros da Lava Jato (13,14)”.

A Advogada Beatriz Catta Preta representando a Lava Jato, em oito acordos de delação premiada arrecadou R$ 20 milhões. Catta Preta abandonou os negócios por que diz que foi ameaça de morte. Nesses acordos de Catta Preta teve pagamentos para acertos com a Lava Jato? (15)

E para reforçar a tese de suspeita de negócios espúrios da Lava Jato, a filha de Aldemir Bendine, ex presidente do Banco do Brasil e da Petrobrás recebeu e-mail solicitando R$ 700 mil para liberdade do pai(16). Bendine pede apuração do caso até agora sem resposta.

E os corruptos de estimação da Lava Jato são indubitavelmente os tucanos: nenhum foi preso, na “mãe de todos os escândalos” o do Banestado cuja a chefia da investigação coube ao juiz Sergio Moro, que deu um rombo no país de R$ 500 BI. Para espanto do senador Roberto Requião do PMDB do Paraná: Banestado, "um escândalo genuinamente tucano e nenhum deles foi preso" (17).

Encerro com a frase do chefe da Lava Jato, juiz Sergio Moro  nos EUA... O juiz Sergio Moro disse que não julgou casos relacionados ao PSDB porque investigações sobre o partido não chegaram a ele (3)... Como se não bastasse as denuncias contra os tucanos, FHC e Pedro lalau, na Petrobrás, o tucano, Aécio Neves é recordista em denuncias na Lava Jato (4)!    

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

CONVOCAÇÃO DA AGE DA APAC

CONVOCAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS E AMIGOS DO CONDADO DE MARICÁ - APAC

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DIA 15/11/2016

Estamos convocando todas(os) as(os) filiadas(os) da APAC para deliberar a seguinte pauta:

1 – Renúncia da atual Diretoria Executiva da APAC;
2 – Eleição de uma nova Diretoria Executiva e eleição de Conselho Fiscal e;
3 – Encerramento das atividades da APAC.

Horário: 14:00h primeira chamada e 14:30h segunda chamada
Local: Centro Comunitário
            Rua 20, quadra 24
            Condado de Maricá – Maricá -  RJ


Casemiro Eugênio Munhoz
Presidente


CONVOCAÇÃO DA APAC

CONVOCAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS E AMIGOS DO CONDADO DE MARICÁ - APAC

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DIA 15/11/2016

Estamos convocando todas(os) as(os) filiadas(os) da APAC para deliberar a seguinte pauta:

1 – Prestação de Contas do período 03/2016 a 10/2016; e
2 – Fechamento da portaria.

Horário: 10:00h primeira chamada e 10:30h segunda chamada
Local: Centro Comunitário
            Rua 20, quadra 24
            Condado de Maricá – Maricá -  RJ


Casemiro Eugênio Munhoz
Presidente


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CONVICÇÃO SEM PROVA.


Convicção sem prova vem de Harvard

E mesmo assim Moro condenará rápido e sumariamente
publicado 18/09/2016
Moro Matadouro.jpg
Conversa Afiada republica do Nassif excelente texto de Gilberto Miranda Junior:
O argumento ontológico abdutivo de Dallagnol
O termo “ontológico” atribuído ao argumento sobre a existência de Deus foi cunhado por Kant, que entendia ontologia como uma filosofia transcendental à priori, ou seja, aquela que dispensa a experiência sensível ou empírica para definir o próprio saber. Anselmo de Canterbury (santo católico que viveu entre 1033 a 1109) possui o argumento ontológico mais famoso, estudado e comentado ao longo dos tempos. Anselmo parte da premissa (mesmo que não fique tão evidente em seu texto original apresentado nos capítulos II e III de seu “Proslogium”, escrito em 1078) de que a existência é superior a inexistência. Desse ponto, segundo sua definição de Deus (como o SER mais perfeito e superior do universo), conclui que Ele tem, necessariamente (uma necessidade lógica), de existir. Uma lógica impecável, obviamente: se seres existentes são superiores a seres inexistentes, e se Deus é o ser superior a todos, logo ele necessariamente tem de existir. Não aceitar essa conclusão é incorrer em contradição.
Todo o problema desse tipo de argumento centra-se no fato de se usar aquilo que se quer concluir como premissa. Para que Deus seja visto como superior a todos os seres, é preciso já admitir sua existência, para depois afirma-la como conclusão. Esse tipo de argumento funciona como um jogo de cartas marcadas, onde se manipula com uma marca a carta que precisa ser encontrada no final para se ganhar o jogo. No limite, é um raciocínio capcioso, uma empulhação, uma desonestidade intelectual. Isso não significa que Deus não exista. Significa apenas que as razões dadas para sua existência, nesse caso, não são suficientes.
Nota-se que em geral, todo raciocínio de cunho religioso carrega essa distinção argumentativa. Primeiro dispensa-se a necessidade de qualquer demonstração empírica do que se quer demonstrar. Em seguida, munidos de uma premissa que já pressupõe a conclusão a que se quer chegar, declara-se a conclusão como se o fato dela não ter sido diretamente mencionada nas premissas, fosse algo novo e necessariamente lógico. Podemos, ao ouvir, ficar com uma sensação incômoda de que fomos enganados, mas se caso a conclusão for ao encontro do que já cremos, essa sensação é logo abafada e passamos a reproduzir a forma de pensar sem maiores problemas.
Pensadores como Descartes, Spinoza e Leibniz fizeram variações do argumento ontológico, porém a estrutura do raciocínio sempre foi a mesma. Descartes em suas Meditações Metafísicas dedicou-se a esse tema e tentou provar a necessidade da existência de Deus para que faça sentido a própria existência do mundo externo ao nosso pensamento. Em resumo: se é possível imaginar um ser perfeito em todos os sentidos e que, na perfeição, a existência é um atributo lógico, então Deus, que é perfeito em todos os sentidos, necessariamente, existe.
Talvez não pelo fato de ser membro da Igreja Batista (embora esse fato possa ter influenciado), o promotor Deltan Dallagnol usa do mesmo tipo de raciocínio para desenvolver a acusação contra Lula. No entanto, olhando seu Currículo Lattes, constatamos que o mesmo se especializou na Harvard Law School em um curso chamado “The Best Explanation of Circumstantial Evidence”. Ou seja, sua especialidade parece ser a de determinar a melhor explicação possível para evidências circunstanciais. Ao lermos a peça acusatória fica claro que, se usada sua expertise acadêmica naquilo que apresentou na denúncia, podemos concluir que, para o promotor, a melhor explicação para um conjunto de evidências circunstanciais será amealhar aquelas que possam confirmar uma crença anterior na culpa de alguém. Isso é problemático demais e equivale a usar um argumento ontológico para a existência da culpa.
No ano em que cursou Harvard, Dallagnol apresentou um projeto de pesquisa sobre “Melhor explicação da prova indiciária”, com ênfase em provas indiretas e diretas através das “lógicas que guiam o raciocínio probatório”. No curso que fez e no projeto de pesquisa que apresentou há estudos sobre dedução, indução, analogia e inferência para a melhor explicação (chamada IME, mas conhecida também por abdução). No projeto ele conclui que “a prova, inclusive a circunstancial, é melhor compreendida a partir de óculos abdutivos, isto é, via argumentos guiados pela inferência para a melhor explicação”. Mas a questão que se abre é até que ponto a compreensão de uma prova circunstancial lhe daria materialidade para uma condenação?
O pensamento abdutivo que foi clarificado por Charles Peirce se constitui a essência de seu pragmatismo. Hoje, compõe um dos três tipos de raciocínio lógico para o estabelecimento de hipóteses científicas junto com o raciocínio dedutivo e o indutivo. No entanto seu uso tem elementos característicos. Enquanto o pensamento dedutivo infere casos particulares a partir de um todo conhecido e o pensamento indutivo infere um todo a partir da generalização de casos particulares conhecidos, Peirce considera a abdução como um juízo intuitivo que serve como primeiro estágio de toda investigação científica. Ou seja, a abdução vai reunir elementos novos que podem, hipoteticamente, ser a explicação para um fenômeno, de forma que essa ligação possa ser submetida à indução ou dedução como forma de especificação causal do fenômeno. Cientificamente, no entanto, todo esse aparato racional só será validado a partir da corroboração empírica das hipóteses. O circunstancial deixa margem para dúvidas e, no caso de dúvidas, a vantagem sempre é do réu, conforme reza os princípios do direito.
Ao se dispensar a necessidade de corroboração material ou empírica e transformar a hipótese abdutiva como a essência do fenômeno, Dallagnol propõe que aceitemos algo como um argumento ontológico abdutivo, por mais que isso encerre uma clara contradição entre termos. Ele quer nos fazer crer que todo o esquema de corrupção na Petrobrás, necessariamente, precisaria ter um chefe maior, e se Lula era o presidente à época e pode ser visto como um elemento comum entre os envolvidos com o esquema (por favor, esqueça aquele Power Point), logo Lula, necessariamente, é o chefe maior do Petrolão.
Curiosamente, porém, Lula não é acusado por esse suposto crime, embora tenha sido demonstrado por argumento ontológico que o crime não existiria sem Lula. Porém, com base nele, o nosso ilustre promotor chega à conclusão que o tríplex no Guarujá, sendo da OAS e despertando em 2014 o interesse de compra de Lula, então se trata de um bem doado ilicitamente fruto da corrupção. Não importa que não haja prova material dessa afirmação. Importa é que ela é logicamente necessária para se confirmar a metafísica que dá condições para que a realidade atenda os desejos do procurador. O fato de não haver como provar a propriedade do bem atribuída ao acusado, para o promotor, se constitui em prova de que houve a intenção de escondê-la. Carl Sagan estaria se revirando ao túmulo por ver deturpada sua famosa frase: “ausência de evidências não significa evidência da ausência”.
Se o envolvimento de Lula no Petrolão só é atribuível a partir de um argumento ontológico que insere a conclusão nas premissas, e se a ligação de Lula com o tríplex, a partir desse argumento base, é fruto de um raciocínio abdutivo, ainda estamos diante de uma hipótese a ser corroborada materialmente. Jamais seria considerado fato em qualquer pesquisa científica ou pensamento epistemológico, mas no direito brasileiro é. Nossa análise, obviamente, centra-se na argumentação do promotor e não na pertinência jurídica da peça.
O grande problema de tudo o que foi apresentado é que no âmbito jurídico é o Juiz quem decidirá qual tipo de instrumento probatório é mais conveniente para ele, de acordo com suas convicções. Não há, na Lei brasileira, hierarquia de provas. Distinto do direito em outros países, a materialidade da prova não é, necessariamente, superior a uma abdução, pois é o juiz quem decide que prova acatar. Mesmo com a obrigatoriedade de justificar sua escolha, a ausência de provas materiais sobre um fato não tira a capacidade probatória de uma abdução, mesmo que ela seja baseada em um argumento ontológico, como nesse caso.
Embora os promotores não tenham dito na mesma sentença a frase que tem sido fruto de diversos memes na internet (“Não tenho provas, mas tenho convicção”), ela reflete mesmo o que está em jogo. A confissão de ausência de prova cabal e a convicção inabalável na versão construída dos fatos foram ditas ao longo do discurso da promotoria. A questão a ser respondida é se essa convicção foi construída a partir do raciocínio abdutivo (inferência da melhor explicação — IME) ou se o raciocínio abdutivo foi construído a partir de uma convicção já existente. A resposta está no flagrante uso da falácia embutida no argumento ontológico, onde, necessariamente, a conclusão faz parte das premissas, gerando uma tautologia disfarçada.
Essa brecha para meras convicções em nossas Leis nos deixa à mercê de elementos ideológicos e políticos nos julgamentos, ou seja, à mercê da subjetividade de alguém cujas motivações estão ocultas, embora no caso de Sérgio Moro, estejam mais do que reveladas. A crescente politização do pensamento religioso não está apenas em projetos como o Escola Sem Partido, mas está presente maciçamente no Congresso e em nosso Judiciário. Laico, nosso estado apenas é no papel. O próprio sistema que molda e sequestra nossas instituições a seu favor tem como elemento substancial a ética protestante, como nos denunciou Max Weber já há mais de 150 anos.
Portanto, podem esperar, apesar do Power Point tosco e da mera convicção dos procuradores, que não só a acusação contra Lula seja aceita, como sua condenação após rápido julgamento. As cartas estão marcadas desde há muito, independente de sua culpa, o que jamais deixará de ser uma possibilidade concreta.
Em tempo: Harvard é onde também o Juiz Moro bebeu saber - PHA

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

CAMPANHA DO PETRÓLEEO

Defesa da Petrobrás e do nosso petróleo

A luta petroleira já recomeçou!

Surgente 1401 de 26/08/16 – Sindipetro-RJ
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A greve da BR de cinco dias contra a venda da empresa, em defesa dos campos maduro, a de advertência de 24 horas da FUP e FNP no dia 16 deflagraram o processo de luta dos petroleiros. Vamos protocolar a pauta histórica no dia 26, vamos disponibilizá-la em nossos sites e vamos realizar assembleias até o dia 15/9 para aprovar a pauta e delegar a FNP para negociar em nosso nome dos nossos sindicatos.

A resistência da categoria ao PIDV, que a direção da Petrobrás esperava uma adesão de 12 mil, até agora só atingiu 7 mil. Fora os aposentáveis, que achamos razoável aderirem, para os novos funcionários consideramos um tragédia ou suicídio. Na era FHC, aconteceu o mesmo incentivo: a demissão ‘voluntária’. 99% dos que aderiram ou foram forçados, se arrependeram. Estão até hoje organizados nos sindicatos tentando sem sucesso o retorno. 

O cenário econômico de hoje é o mesmo na época dos tucanos, os concursos públicos vão ficar cada vez mais raro. O terror aplicado aos trabalhadores no governo de FHC, que forçou as adesões  é o mesmo no governo golpista Temer. Companheiro, caso você tenha se inscrito ao PIDV desista!

Se tem um setor viável no país é o do petróleo que através do nosso trabalho garante a autossuficiência de petróleo no mínimo nos próximos 50 anos. O fato é que a Petrobrás com os impostos que arrecada garantiram até hoje 80% das obras do país, que têm gerado milhões de empregos diretos e indiretos. 

Existem boatos na base de que a empresa estaria disposta até a fazer concessões a categoria nas negociações para nos afastar da luta principal: a defesa da Petrobrás e do nosso petróleo, barrando a venda de ativos e a flexibilização do pré-sal. Se o cala boca se concretizar, estaremos entregando nossos empregos. Foi assim nas empresas privatizadas. Nossos inimigos querem transformar nossa empresa em simples exportadora de petróleo cru. Para tanto, o efetivo está inflado.

Lutaremos para que nenhum direito nosso seja retirado ou diminuído. Além de combater a venda de ativos, devemos priorizar neste instante a luta contra a flexibilização da lei vigente para a extração do pré-sal e, igualmente, exigir a continuação da construção das refinarias do Maranhão e Ceará, para alcançarmos a autossuficiência no refino e pararmos de importar gasolina e diesel. Temos que construir o braço petroquímico do Comperj, setor mais lucrativo do petróleo.

O ataque à Petrobrás e aos petroleiros é o maior da História. Pedro Parente é um cavalo de aluguel das multinacionais estrangeiras, além de conhecido vendilhão do País e por sua incapacidade enquanto ministro do Apagão da Era FHC. Precisa ser derrotado. Derrotamos Phillipe Reischstul, Francisco Gros, Bendine... Sabemos fazê-lo.

Para a categoria, não existe zona de conforto: se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come. SE UNIR, O BICHO FOGE!      
Fora Parente! Fora Temer!

FALA CANCELLA

Por que os golpistas querem tirar Dilma e cassar Lula

Por Emanuel Cancella e Francisco Soriano
Resultado de imagem para Por que os golpistas querem tirar Dilma e cassar Lula
Alias, o juiz da Globo e do PSDB, Sergio Moro chefe da Lava Jato já indiciou Lula, hoje, sexta,26 (2).

Deus me livre da volta de Lula em 2018. Esse cara colocou, pela primeira vez, uma mulher no governo.
Ele não entendeu que no Brasil a mulher é a rainha do lar e na versão 2016 tem que ser: bela, recatada e do lar. Ficou claro na gravação do ex presidente da Transpetro preso, Sergio Machado as palavras do ex ministro afastado do governo Temer, Romero Juca de que Dilma tinha que ser cassada por que ela não interferia nas investigações da PF (1).  Juca e toda corja de políticos corruptos tem que tirar Dilma para eles continuarem roubado.
Lula colocou pela primeira vez um negro para presidir o STF. Para a elite brasileira, lugar de negro ainda é na senzala.
Lula trouxe a Copa do mundo e as olimpíadas para o Brasil coisa, que os outros governantes do país não conseguiram.
Este atrevido ainda criou o Bolsa Esporte que ensejou a maioria das medalhas brasileiras nas olimpíadas ao país.
Com sua gestão, o Brasil foi retirado do mapa da fome da ONU. 36 milhões de brasileiros saíram da miséria.

Na Petrobrás, Lula desfez o desmonte da companhia arquitetado pelo governo de FHC.  Retirou nossa maior empresa a ameaça de privatização, elevando o número de trabalhadores concursados de 33 mil para 85 mil. Retomou a indústria naval e o país voltou a construir navios e plataformas. Em seu governo a companhia desenvolveu tecnologia inédita no mundo que permitiu a descoberta do pré-sal que garante nossa auto-suficiência em petróleo nos próximos 50 anos.

A Petrobrás, com os impostos que paga, financia 80% das obras do PAC no país responsável pela geração de milhões de empregos diretos e indiretos. Os royalties do pré-sal que no primeiro trimestre de 2016 arrecadaram R$ 1,9 BI, sendo 75% para educação e 25% para saúde, vão vigorar no mínimo nos próximos 50 anos.

Todas essas conquistas estão ameaçadas porque, mesmo rejeitado pelo povo nas urnas, o PSDB está de volta no governo golpista de Michel Temer. Eles querem entregar o pré-sal. Vide a PLS 4567/16, de autoria do tucano José Serra, aprovada no Senado Federal, que agora vai a votação no Congresso Nacional.
 A Globo é a principal apoiadora do Golpe e está por trás da entrega do nosso petróleo. A Globo, na tentativa da privatização da Petrobrás no governo de FHC, comparava a Petrobrás a um paquiderme e chamava os petroleiros de marajás, agora tenta passar para a sociedade que todos os petroleiros são corruptos. Enfatizou em seu editorial de dezembro de 2015: o pré-sal pode ser patrimônio inútil. Próprio de quem desdenha para querer comprar.
No governo de FHC, através de uma greve de 32 dias, os petroleiros, com apoio da sociedade, barrou a privatização da Petrobrás.  Agora novamente, através do ex-ministro (do apagão) de FHC, Pedro Parente nomeado presidente desta grande empresa, a Petrobrás e o pré-sal estão ameaçados.
E os Petroleiros entoam trecho do nosso Hino: ‘...Verás quem um filho seu não foge a luta’...

É pelo “Conjunto da Obra” que eles querem afastar Dilma do governo e impedir Lula de ser candidato em 2018. Alias, o juiz da Globo e do PSDB, Sergio Moro chefe da Lava Jato já indiciou Lula, hoje, sexta,26 (2).

Lula quando assumiu o governo em 2003 não só desmontou o estrago que FHC fez no país e na Petrobrás como teve a petulância de trazer de volta os 30% da refinaria do Sul, a Refap o único ativo da Petrobrás que FHC tinha vendido.

Os golpistas querem tirar Dilma para suspender a investigação da PF e tem medo de Lula voltar em 2018 e como já fez, desfazer toda a safadeza que eles estão fazendo! 

Autor: Francisco Soriano, diretor do Sindipetro-RJ e autor do livro: A Grande Partida: Anos de Chumbo e Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

(Esse artigo pode ser reproduzido livremente)

Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2016 
Autor: Emanuel Cancella, - OAB/RJ 75 300              

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

E NINGUÉM LEVA SERRA A SÉRIO.

Por que ninguém leva o Cerra a sério

Assessores sairam do Carandiru e do Daniel Dantas!
publicado 28/08/2016
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Conversa Afiada reproduz analise de um diplomata:
Por que Serra é motivo de chacota internacional?

Ao xingar a OEA, chamando a organização de idiota, mostrou que o idiota é ele.

A interface da OEA com o governo brasileiro é a embaixada em Washington e o Itamaraty. Qualquer comunicado da OEA ao governo segue esse canal. Se a resposta cabia ao Congresso, quem tinha de encaminhar o documento aos parlamentares era o governo interino. A OEA não podia mandar o documento diretamente ao Congresso.

Em qualquer país do mundo, por mais desimportante que seja, o manual básico da diplomacia diz que a primeira regra é não brigar com os vizinhos. E isto é o que Serra está fazendo.

Ele não faz despachos com as chefias do Itamaraty. Despacha com uma patotinha, muitos com cargos de DAS que levou para a chancelaria. Nunca houve isso na história do Itamaraty: ele arrumou 8 DAS para pessoas dele. Aparelhou o Itamaraty. Só que, antes, no inicio do governo interino golpista, form extintos 47 cargos DAS da estrutura do Itamaraty que eram usados pelo corpo diplomático.

Transformou o escritório do Itamaraty em São Paulo em escritório político dele. Os diplomatas estão em Pânico- a imagem do Itamaraty está sendo desconstruída. Os que bateram panela estão quietinhos. Bem feito.
Em tempo, na Fel-lha:
ASSESSORES RÉUS

Dois assessores nomeados em agosto para a equipe de Serra foram citados em investigações anteriormente.

Hideo Augusto Dendini, policial militar, foi um dos réus no Massacre do Carandiru, operação da PM que matou 111 presos em São Paulo em 1992. Ele e mais 18 policiais foram acusados de lesão corporal grave contra o detento Edson Xavier dos Santos, ferido na operação.

O processo contra Dendini foi extinto em 2010 porque o crime prescreveu.

Já o secretário Luiz Paulo Arcanjo foi citado pela PF na Operação Satiagraha, que investigou o banqueiro Daniel Dantas por supostos crimes financeiros e pagamento de propina a autoridades.

De acordo com investigação da PF revelada pela revista "Época" em 2011, Arcanjo teria recebido e-mails de um operador de Daniel Dantas, Roberto Amaral, com cobranças de favores políticos.

Na ocasião, o assessor, que já trabalhava para Serra, negou ter contato com Amaral. Ele nunca foi indiciado.

A GRANDE FARSA.

Tudo não passa de uma farsa processual!

Fabretti e a Inquisição fantasiada de tribunal de juri
publicado 28/08/2016
Fabretti.jpg
Reprodução: Facebook
Conversa Afiada reproduz afiada reflexão de Humberto Barrionuevo Fabretti, em seu Facebook:
Apenas uma ilação de alguém que gosta de processo penal: no impeachment, como muitos disseram, há um rito parecido com o do júri. O julgamento é político e também jurídico, pois há a necessidade de se declarar ao final se a maioria entende se houve ou não crime. Sendo assim, a parte jurídica do procedimento é de natureza penal.

Se os senadores são os juízes/jurados, não parece óbvio que todos que fossem votar devessem ser obrigados a ficar integralmente no plenário e ouvir toda a instrução processual desde as testemunhas até o interrogatório final e as alegações finais da acusação e da defesa?

Das duas uma: ou faz-se um processo de verdade e após a produção das provas frente aos juízes estes emitem seu julgamento; ou tudo não passa de uma farsa processual na qual as provas não interessam e cada julgador decide com base em sua opinião sobre a pessoa a ser julgada e não pelos fatos de que é acusada.

Da forma como está sendo conduzido, tal julgamento lembra bastante os realizados pelos tribunais da inquisição, nos quais o acusado era desafiado a provar sua inocência submetendo-se a uma prova de fogo: se fosse inocente, Deus o ajudaria a suportar a dor e o acusado manteria sua versão; porém, se fosse culpado, Deus não interviria para amainar a dor do acusado e este terminaria por confessar o crime, provando-se assim sua culpa.